Com a evolução do alcance da comunicação, as empresas hoje buscam novos meios para alcançar o seu público com efetividade e engajar mais consumidores. Para que este engajamento possa acontecer e a empresa crie laços com o seu público, é necessário compreender o que se passa em sua mente em meio à tamanha e crescente concorrência e quantidade de informação disponibilizados de maneira tão simples e fácil. A partir deste ponto é que nasceu o neuromarketing.

Segundo definição da Wikipédia, o neuromarketing é “um campo novo do marketing que estuda a essência do comportamento do consumidor. É a união do marketing com a ciência, é considerado uma chave para o entendimento da lógica de consumo, que visa entender os desejos, impulsos e motivações das pessoas através do estudo das reações neurológicas a determinados estímulos externos.” Desta maneira, o neuromarketing visa utilizar de estudos e aplicação da neurociência comportamental nos comportamentos dos consumidores e decisões de compra, como também analisa as áreas do cérebro que são estimuladas pelo marketing em geral.

Esta ciência começou a ser mais difundida em uma pesquisa realizada em 2004, com 67 consumidores voluntários, que pretendia analisar o comportamento dos mesmos em saber qual refrigerante era o melhor: Coca-Cola ou Pepsi. Primeiramente, o teste fornecia uma certa quantidade de cada refrigerante para os consumidores sem que eles vissem as marcas oferecidas, resultando em preferência de 50% para a Pepsi. Após isso, foi fornecida uma quantidade de cada refrigerante para o mesmo grupo focal, onde apenas uma marca estava revelada. A preferência para o refrigerante Pepsi caiu para 25%. Este experimento mostrou que as memórias e lembranças positivas são ativadas quando o consumidor sabe qual a marca está ingerindo ou utilizando, como também uma forma de associação pela quantidade de informações publicitárias que as marcas trabalham ao longo dos anos. O experimento também mostra que a marca gera mais sensações do que o sabor em si, pois as memórias relacionadas à marca são mais intensas e sensíveis. Em nosso blog, você pode conhecer mais sobre o trabalho de Branding realizado pela Coca-Cola.

Com o estudo do neuromarketing, é possível saber se uma campanha vai gerar os resultados esperados para o público-alvo desejado, trabalhando de maneira direta e correta para atingir este determinado público. Como também é possível perceber quais são os hábitos de consumo, preferências, desejos e necessidades dos clientes por meio de um estudo mais elaborado desta ciência, permitindo que a empresa adeque a sua campanha ao que o público espera.

Utilizar do neuromarketing para uma campanha bem elaborada de marketing é imprescindível, pois pode evitar que os gastos demasiados com projetos sejam minimizados, permite que os desejos e necessidades dos clientes sejam desvendados, é uma ciência que pretende evoluir tecnologicamente, possibilita vantagens competitivas sobre os concorrentes e trabalha diretamente com os sentidos dos consumidores: emoção, memória, estresse, intensidade, engajamento, atenção, etc.

No filme “Do que as mulheres gostam”, de 2000, o ator Mel Gibson interpreta um executivo que passa a ouvir os pensamentos das mulheres após sofrer um grave acidente. Neste filme, podemos ver uma analogia sobre a compreensão da mente do consumidor e a construção de soluções para as demais necessidades.

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