Tipografia

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A tipografia é um dos pedestais do design. Um projeto de design, além de vários outros fatores, tem como a escolha tipográfica um dos pontos principais em seu desenvolvimento, fazendo a relação texto-imagem caracterizar todo o projeto.

O SURGIMENTO DA ESCRITA

O ser humano sempre buscou maneiras de se comunicar, desde os tempos mais primórdios. Desenhos, gestos, músicas, sons, esculturas e muitos outros meios representavam sentimentos e a escrita surgiu para complementar essas representações, além de registrar os acontecimentos com o desenvolvimento da fala.

Desde então, a escrita passou por várias transformações para chegar ao que utilizamos hoje. Em meados de 1040 D.C., o chinês Pi Shêng criou um método de tipografia com argila cozida, bronze e madeira e, por meio destes materiais, registrava acontecimentos em rolos e livros. Após ele, Johann Gutemberg utilizou liga de chumbo para criar moldes de letras, no ano de 1456, tornando-o o grande inventor da tipografia. Com o livro “Bíblia de 42 Linhas”, Gutemberg comprovou a eficiência da utilização da tipografia, além de reproduzir vários outros livros e textos por meio de uma prensa tipográfica, tornando vários documentos e escritos mais acessíveis para a humanidade.

A partir disto, a escrita foi aprimorada e reinventada de diversas maneiras.

O QUE É TIPOGRAFIA?

tipografias

Ou seja, a tipografia significa a impressão dos tipos. Também pode ser traduzida por uma representação da escrita por meio de tecnologia, sendo ela a criação dos caracteres até a impressão e acabamento do material.

Um outro termo também muito utilizado é TIPOLOGIA. Este termo se refere ao estudo da formação dos tipos. Este estudo é fundamental para quem se especializa em design, pois é ele quem vai complementar todo o trabalho e dá o requinte necessário. A tipologia permite explorar as formas e linhas da grafia, a ponto de criar fontes e famílias de tipos.

O termo TIPO é o formato e desenho de uma família de letras e é considerado a principal ferramenta de comunicação pois, por meio dos tipos, podemos transmitir informações. As fontes ARIAL, VERDANA E HELVETICA, por exemplo, são tipos de fontes e as suas variações (itálico, negrito, etc.) são fontes desenvolvidas para completar essas fontes e sua forma escrita.

FONTES, FAMÍLIAS TIPOGRÁFICAS E CLASSIFICAÇÃO DAS FONTES

Para iniciar, as letras são um sinal gráfico realizado pela escrita. A fonte é um conjunto de caracteres tipográficos que apresentam um mesmo padrão e características (tamanho, formato).

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As famílias tipográficas são as variações que as fontes podem ter ao serem aplicadas.

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Na tipografia, encontramos 4 grupos básicos de classificação de fontes. Estes grupos se diferenciam de acordo com a finalidade do texto. As fontes com serifa são utilizadas para trabalhos corridos e gráficos (como em livros, revistas e jornais), pois garantem melhor leitura por meio de uma continuidade do tipo e deixam o texto menos cansativo para quem lê. As fontes sem serifa são geralmente utilizadas para títulos de textos, chamadas e demais textos, como os digitais. As fontes cursivas são mais utilizadas em convites e cartões, pois possuem uma finalidade mais decorativa e intimista por criarem a sensação de intimidade e proximidade.

As dingbats são fontes que possuem figuras e vetores em seus caracteres, utilizadas para ilustrar materiais e aumentar a variedade de opções de criação.

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ANATOMIA DA FONTE

As fontes possuem um conjunto de elementos que garantem a legibilidade das palavras e conforto aos olhos de quem as lê. Veja aqui alguns exemplos:

o que é tipografia

CORPO DA FONTE

O corpo da fonte é o espaço entre seu ponto mais alto e mais baixo. O ponto mais alto, chamado de ascendente, é a parte das letras b, d, r, k, l e t que se sobressaem à altura de X. Já o ponto mais baixo, descendente, das letras g, j, p, q, y, equivale a parte que se estende abaixo da altura X.

Confira melhor na ilustração abaixo:

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ALINHAMENTO

No alinhamento, podemos posicionar o texto em uma aplicação, como também os espaços contidos nele. O alinhamento à esquerda é utilizado para seguir o fluxo ocidental de leitura e são irregulares na margem direita. O texto centralizado é irregular nas duas margens e pode ser aplicado para frases e títulos. O alinhamento à direita possui irregularidade na margem esquerda e é pouco utilizado em textos, a não ser em trechos de textos, frases, notas e citações. Já o alinhamento justificado possui as duas extremidades alinhadas e é utilizado mais para meios formais, utilizado em textos longos.

tipografia moderna

Ainda dentre estes elementos das fontes, podemos destacar mais alguns que auxiliam no processo de criação:

LEITURABILIDADE E LEGIBILIDADE – a leiturabilidade está relacionada à língua que o texto está escrito e a legibilidade é a dificuldade na compreensão do texto escrito.

LETRA EM CAIXA ALTA E CAIXA BAIXA – diferença muito utilizada entre letras maiúsculas e minúsculas.

CONTRASTE – O profissional deve sempre se lembrar de não utilizar tipo claro em um plano de fundo claro, ou o contrário, pois isso interfere da legibilidade da informação.

REPETIÇÃO – A uniformidade do tipo deve estar em todo o texto, ou então deve-se utilizar uma transição suave e condizente para que não haja a quebra de parâmetros, gerando desconforto para o receptor.

A tipografia, como já citado, é uma base fundamental para o design. O tipo é carregado de informação, mesmo que imperceptivelmente, e é feito para comunicar e transmitir sensações. Quando pensamos em um projeto específico, podemos perceber a diferença que um tipo bem utilizado pode trazer ao resultado final. Temos que ter, por princípio, qual o direcionamento do projeto para descobrirmos qual tipografia mais adequada para tal, a fim de que possamos aprimorá-lo e atingir quem desejamos que receba a mensagem.

Processo da criação da tipografia para um mercado

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Mostrando 2 comentários
  • Rapha Leão
    Responder

    Olá gostaria de saber se o elemento terminal é a mesma coisa que orelha, e também se o negrito é também chamado de Black.

    • admin
      Responder

      Rapha, chamamos de “orelha” a parte que compreende o lado direito do bojo do g ou, por exemplo, o final de um r ou f.
      O “Black” é uma versão mais intensificada do negrito, deixando a fonte mais ressaltada.

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